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China aprova lei de 'unidade étnica' que exige que minorías aprendam mandarim

Redigido por ReData12 de março de 2026
China aprova lei de 'unidade étnica' que exige que minorías aprendam mandarim

O Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional da China aprovou uma nova lei que reforça os requisitos de aprendizagem do mandarim para as minorias étnicas do país, enquadrando-a como uma medida para promover a 'unidade nacional' e a 'comunicação intercultural'. A legislação, oficialmente intitulada 'Lei de Promoção da Unidade Étnica e do Desenvolvimento Regional', estipula que o mandarim, conhecido como *putonghua*, deve ser o idioma principal de instrução em todas as instituições de ensino, incluindo aquelas em regiões autônomas com alta concentração de grupos como uigures, tibetanos e mongóis. Segundo o texto legal, o objetivo é 'garantir os direitos e interesses linguísticos de todos os grupos étnicos' enquanto se promove um 'sentido compartilhado de comunidade nacional'.

O contexto desta lei situa-se dentro das políticas de longa data do Partido Comunista Chinês para integrar as regiões periféricas, muitas vezes turbulentas, no tecido social e político dominante han. A China reconhece oficialmente 56 grupos étnicos, sendo os han a maioria esmagadora. Durante décadas, Pequim tem promovido o mandarim como língua franca para a administração, os negócios e a educação, argumentando que é essencial para a mobilidade econômica e a coesão nacional. No entanto, críticos e grupos de direitos humanos apontam que essas políticas erodem sistematicamente as culturas, línguas e identidades distintas das minorias, especialmente em áreas como Xinjiang e Tibete, onde existem tensões separatistas.

Dados relevantes indicam que, de acordo com o censo chinês de 2020, aproximadamente 129 milhões de pessoas pertencem a minorias étnicas, representando cerca de 8,9% da população total. Embora muitas dessas comunidades tenham seus próprios idiomas falados e escritos, a penetração do mandarim tem aumentado constantemente. Um relatório de 2023 do Ministério da Educação observou que a taxa de alfabetização em *putonghua* entre adultos de minorias étnicas ultrapassava 85%, acima de menos de 70% uma década atrás. A nova lei institucionaliza e expande esses esforços, exigindo que os governos locais aloquem recursos para a formação de professores de mandarim e o desenvolvimento de material didático em regiões étnicas.

Declarações oficiais apoiam a medida. Um porta-voz da Comissão de Assuntos Étnicos declarou: 'Esta lei é um passo importante para salvaguardar a unidade nacional e promover o desenvolvimento comum de todos os grupos étnicos. Aprender mandarim abre portas para o ensino superior, melhores empregos e uma participação mais plena na vida moderna da China'. Por outro lado, organizações como a Anistia Internacional expressaram preocupação. Um pesquisador da organização comentou: 'Esta lei, sob o disfarce da unidade, acelera a assimilação cultural forçada. Obrigar as minorias a adotar o mandarim em detrimento de suas línguas maternas é uma violação de seus direitos culturais e linguísticos, consagrados em instrumentos internacionais'.

O impacto desta legislação será profundo e multifacetado. Na esfera educacional, espera-se uma maior padronização do currículo, com possível redução de horas dedicadas ao ensino em línguas minoritárias. Socialmente, poderia exacerbar tensões em regiões onde a identidade linguística é um pilar da resistência cultural ao controle central. Economicamente, embora o governo argumente que melhorará as oportunidades, há o risco de marginalizar aqueles que não dominam o mandarim com fluência, especialmente as gerações mais velhas. Politicamente, reforça o modelo de estado unitário chinês e sua narrativa de uma nação harmoniosa sob a liderança do Partido Comunista.

Em conclusão, a aprovação da Lei de Promoção da Unidade Étnica marca um novo capítulo na gestão chinesa da diversidade. Apresentada como uma ferramenta para integração e progresso, é vista por muitos observadores internacionais como um instrumento de homogeneização cultural que prioriza a estabilidade política e o controle sobre a preservação da diversidade étnica. Sua implementação nos próximos anos será crucial para determinar se ela alcança um equilíbrio entre a unidade nacional e o respeito pelas identidades minoritárias, ou se, pelo contrário, aprofunda as divisões que pretende superar. O debate reflete tensões globais mais amplas entre a soberania estatal, os direitos das minorias e a definição de identidade nacional no século XXI.

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