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Anúncio da Disney Banido por Mostrar Corpo Mutilado 'Perturbador'

Redigido por ReData11 de fevereiro de 2026
Anúncio da Disney Banido por Mostrar Corpo Mutilado 'Perturbador'

A Autoridade de Normas Publicitárias do Reino Unido (ASA) proibiu um anúncio de televisão da Disney+ por considerá-lo "angustiante" e "perturbador" para o público, especialmente para as crianças, após receber mais de 400 reclamações. A polémica peça promocionava a série de terror e ficção científica 'The Walking Dead: The Ones Who Live', um spin-off do universo de zumbis da AMC, e foi exibida durante uma partida de futebol da Premier League transmitida pela Sky Sports às 14h30 do dia 9 de março. A cena central do anúncio mostrava um close-up de um torso humano mutilado e ensanguentado, com órgãos internos visíveis, que se arrastava pelo chão usando os braços, enquanto emitia sons de angústia.

O organismo regulador britânico determinou que a imagem, embora breve, era "demasiado gráfica" para o horário em que foi transmitida, quando era provável que as crianças estivessem a ver televisão. A ASA afirmou no seu parecer que o conteúdo "poderia causar angústia aos espectadores, e em particular às crianças", e que não tinha sido emitido com o devido aviso ou classificação horária restritiva. A Disney argumentou que o anúncio tinha sido pré-aprovado pela Clearcast, o organismo que autoriza os anúncios no Reino Unido, e que a cena, embora intensa, era representativa do género de terror e do tom da série que promovia. No entanto, a ASA considerou que o impacto visual da imagem de um corpo mutilado em movimento ultrapassava o que o público em geral, e os pais em particular, poderiam esperar ver durante o horário diurno, mesmo durante a promoção de um conteúdo para adultos.

Este caso reabre o debate sobre os limites da publicidade de conteúdo violento ou de terror em horários de audiência familiar e em plataformas associadas a uma marca como a Disney, tradicionalmente ligada ao entretenimento infantil e familiar. A decisão sublinha a responsabilidade dos anunciantes e das cadeias de televisão na avaliação do contexto de transmissão. As mais de 400 reclamações recebidas refletem uma sensibilidade significativa do público a este tipo de imagens gráficas inesperadas. Especialistas em regulação mediática apontam que, embora a promoção de conteúdo para adultos seja legítima, deve ser realizada com canais e horários adequados que minimizem a exposição involuntária de audiências jovens.

A proibição tem um impacto imediato: o anúncio não poderá ser novamente emitido na sua forma atual. Além disso, serve como um precedente regulatório que provavelmente levará a uma revisão mais rigorosa por parte da Clearcast dos anúncios de género de terror ou violentos destinados a horários de audiência ampla. Para a Disney, proprietária da plataforma Disney+ que distribuía o anúncio, o incidente coloca um desafio de gestão de marca, uma vez que deve equilibrar a promoção do seu conteúdo mais adulto (adquirido através da compra da 20th Century Fox e de licenças como esta série) com a perceção pública do seu núcleo familiar. A empresa declarou que "toma nota da decisão da ASA" e que "respeita os processos estabelecidos pelos organismos reguladores".

Em conclusão, a proibição do anúncio da Disney+ pela ASA é um lembrete da importância do contexto na publicidade televisiva. Para além da legalidade de mostrar imagens violentas, a chave reside na expectativa razoável do espectador e na proteção dos menores. A decisão reforça a ideia de que os avisos e as faixas horárias restritivas não são meras formalidades, mas ferramentas essenciais para segmentar a audiência e evitar conteúdo potencialmente traumático. Este caso provavelmente influenciará as futuras estratégias de marketing dos estúdios e plataformas de streaming ao promover conteúdo de terror em mercados com uma regulamentação publicitária rigorosa como o Reino Unido.

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